MAFRA/SC — Representantes do setor produtivo do Planalto Norte apresentaram seis demandas prioritárias para a região durante o lançamento regional do Voz Única 2026, realizado na quarta-feira, 19, na sede da Associação dos Municípios do Planalto Norte Catarinense (Amplanorte), em Mafra. O encontro reuniu candidatos a deputado estadual e federal para apresentar necessidades apontadas pelas entidades empresariais e pela sociedade regional.
O programa, desenvolvido pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), levantou 125 pleitos na etapa regional. Desse conjunto, seis propostas foram selecionadas para a pauta do Planalto Norte, com medidas relacionadas às rodovias BR-280 e SC-418, à infraestrutura de internet e energia elétrica, à saúde e ao ensino técnico.
Rodovias estão entre as prioridades
A infraestrutura rodoviária aparece em duas das seis demandas. Uma delas prevê a ampliação e a manutenção da BR-280, com a construção de terceiras pistas, melhorias em obras de arte e implantação de desvios no trecho entre São Bento do Sul e Porto União.
A segunda reivindicação propõe a revitalização e a ampliação da capacidade da SC-418, na Serra Dona Francisca. O trecho indicado começa no viaduto da BR-101, entre Joinville e São Bento do Sul, e segue até a divisa com o Paraná.
O vice-presidente regional da FACISC, Reinaldo de Lima Jr., apontou durante o encontro uma preocupação com as condições das rodovias que atendem o Planalto Norte. Ele afirmou que o crescimento da frota de veículos aumenta a pressão sobre a infraestrutura existente.
Internet e energia elétrica
A pauta também inclui a melhoria da infraestrutura de internet nos municípios do Planalto Norte, com ampliação da capacidade, da cobertura e da rede disponível. Outra proposta prevê a modernização da infraestrutura energética, a expansão da rede de distribuição e investimentos na estabilidade do fornecimento de energia elétrica.
A FACISC relaciona a conectividade e o abastecimento de energia ao desenvolvimento econômico e à prestação de serviços na região.
Hospital Infantil e ensino técnico
Na saúde, a reivindicação consiste na implantação e habilitação de um Hospital Infantil e de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal para atender os municípios integrantes da Amplanorte. A proposta foi apresentada aos candidatos entre as seis prioridades regionais.
Na educação, a FACISC propõe ampliar os cursos técnicos integrados ao ensino médio, considerando as necessidades de mão de obra e as características econômicas do Planalto Norte. A medida busca aproximar a formação dos estudantes das demandas do mercado de trabalho regional.
Indicadores do Planalto Norte
Dados apresentados durante o encontro indicam que o Planalto Norte possui Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 21,6 bilhões, equivalente a aproximadamente 4% da economia de Santa Catarina. A população regional cresceu 3% na última década, enquanto o estado registrou expansão de 20%.
A FACISC relaciona esse cenário, entre outros fatores, à dificuldade de disponibilidade de mão de obra. Entre 2020 e 2025, o número de empregos formais cresceu 11% na região. As exportações somaram US$ 848,1 milhões.
O Planalto Norte responde por 38% da produção catarinense de erva-mate e por 34% da produção de batata. O setor moveleiro da região representa 24% da produção estadual.
Prioridades selecionadas
- Ampliação e manutenção da BR-280;
- Revitalização e ampliação da SC-418;
- Ampliação da infraestrutura e da cobertura de internet;
- Modernização da infraestrutura energética;
- Implantação e habilitação de Hospital Infantil e UTI neonatal;
- Ampliação do ensino técnico integrado ao ensino médio.
Próximas etapas
O encontro marcou o início da apresentação regional das demandas do Voz Única 2026 aos candidatos. Depois do Planalto Norte, o programa deverá passar por outras nove regiões catarinenses, com encontros em Guaramirim, Lages, Criciúma, São José, Chapecó, São Miguel do Oeste, Rio do Sul, Caçador e Brusque.
O Voz Única possui caráter democrático e apartidário e reúne demandas regionais para ampliar a participação do setor produtivo na discussão de políticas públicas.
Fonte: Tribuna da Fronteira