CANOINHAS/SC — A Polícia Científica de Santa Catarina é alvo de uma denúncia encaminhada aos órgãos de controle questionando a gestão do Núcleo Regional de Canoinhas após afastamentos simultâneas concedidas aos dois médicos-legistas lotados na unidade. Segundo o documento, a situação deixou a região sem médico-legista próprio entre os dias 10 e 24 de julho, comprometendo a prestação de um serviço considerado essencial.
A unidade conta com apenas estes dois médicos-legistas. Ambos foram autorizados a se afastar no mesmo período. Uma Ordem de Serviço (nº 4/2026), assinada pelo superintendente regional de Polícia Científica em Joinville, Iury Nunes Lopes, reconhece a indisponibilidade dos profissionais e determina que os atendimentos sejam redistribuídos para outras unidades da Polícia Científica, como Mafra e Jaraguá do Sul.
O denunciante afirma que a medida evidencia falha de planejamento administrativo, uma vez que a ausência simultânea dos dois únicos médicos da regional teria resultado na interrupção do atendimento local.
Além da ausência de profissionais, a denúncia critica o fluxo adotado para os exames periciais. A ordem de serviço prevê que necrópsias sejam realizadas em Mafra, exames indiretos de pessoas presas em Jaraguá do Sul, exames de sexologia e de capacidade psicomotora em Mafra e que exames diretos sejam realizados em qualquer unidade para a qual a vítima consiga se deslocar.